Mr. Dad
Das muitas memórias de infância, guardo com carinho os momentos em que via o meu pai a fazer a barba.
Passava todo o tempo a observar, orgulhosamente, o movimento mágico das mãos a correr o seu rosto. O silêncio que reinava era rapidamente quebrado pelo barulho da àgua a pingar da torneira, ou então pela velha telefonia cinzenta de estilo retro, que emprestava a banda sonora àqueles minutos que mais pareciam uma eternidade.
No final, com sorte, o meu pai ainda me punha um bocadinho de espuma de barbear no nariz e depois cantarolava qualquer tema que estivesse a dar no rádio. Limpava o rosto, punha uma loção para a barba e convidava sorridente: "A menina dança?"...
No dia do pai, fica a minha homenagem ao homem que me levava ao infantário e me perguntava sempre como tinha corrido o dia, ouvindo com muita atenção todos os disparates que me saiam da boca, e que sempre teve um conselho sábio para me emprestar. Muito obrigado!
Passava todo o tempo a observar, orgulhosamente, o movimento mágico das mãos a correr o seu rosto. O silêncio que reinava era rapidamente quebrado pelo barulho da àgua a pingar da torneira, ou então pela velha telefonia cinzenta de estilo retro, que emprestava a banda sonora àqueles minutos que mais pareciam uma eternidade.
No final, com sorte, o meu pai ainda me punha um bocadinho de espuma de barbear no nariz e depois cantarolava qualquer tema que estivesse a dar no rádio. Limpava o rosto, punha uma loção para a barba e convidava sorridente: "A menina dança?"...
No dia do pai, fica a minha homenagem ao homem que me levava ao infantário e me perguntava sempre como tinha corrido o dia, ouvindo com muita atenção todos os disparates que me saiam da boca, e que sempre teve um conselho sábio para me emprestar. Muito obrigado!



