Caixa de Pandora
Desde que me lembro, sempre houve no meu quarto uma gaveta para arrumar.
Apesar de ter uma filosofia de organização completamente diferente da minha mãe, isso nunca a impediu de me dar uma "mãozinha" que sempre me fez respirar fundo, contar até 10 e ... encolher os ombros. Fosse que coisa fosse - nunca teve o prazer de se habituar muito tempo à mesma gaveta.
Consegui dar a volta à situação ao pôr a "tralha" em caixas de cartão forradas, pintadas, personalizadas... bonitinhas, e num destes fins-de-semana, ouvi a minha mãe dizer: "Bem que podias ir dar uma volta às caixas que tens lá em baixo!". São apenas 2 caixas de sapatos, cheias de coisas especiais. Tenho de reconhecer que a minha mãe tem razão - já nem me lembro do que têm dentro, mas ainda assim custa-me deitá-las fora.
Acedi ao seu pedido e perdi, à vontade, uma hora, de volta de recortes de cartoons e publicidades, cartas de amigos, o meu primeiro bilhete de cinema já amarelecido, fotografias, listas de tops de rádio na passagem de ano de 1999, agendas com nomes de bandas e músicas, dedicatórias de finais de ano, bilhetes de concertos, bilhetinhos de conversas de aulas, ... e enquanto me deliciava a reviver todos aqueles momentos já com uma lágrima no canto do olho, em fundo a minha mãe dizia: "Vê lá se é desta que essas caixas se arrumam de uma vez por todas!"... tinha saudades, confesso!
Apesar de ter uma filosofia de organização completamente diferente da minha mãe, isso nunca a impediu de me dar uma "mãozinha" que sempre me fez respirar fundo, contar até 10 e ... encolher os ombros. Fosse que coisa fosse - nunca teve o prazer de se habituar muito tempo à mesma gaveta.
Consegui dar a volta à situação ao pôr a "tralha" em caixas de cartão forradas, pintadas, personalizadas... bonitinhas, e num destes fins-de-semana, ouvi a minha mãe dizer: "Bem que podias ir dar uma volta às caixas que tens lá em baixo!". São apenas 2 caixas de sapatos, cheias de coisas especiais. Tenho de reconhecer que a minha mãe tem razão - já nem me lembro do que têm dentro, mas ainda assim custa-me deitá-las fora.
Acedi ao seu pedido e perdi, à vontade, uma hora, de volta de recortes de cartoons e publicidades, cartas de amigos, o meu primeiro bilhete de cinema já amarelecido, fotografias, listas de tops de rádio na passagem de ano de 1999, agendas com nomes de bandas e músicas, dedicatórias de finais de ano, bilhetes de concertos, bilhetinhos de conversas de aulas, ... e enquanto me deliciava a reviver todos aqueles momentos já com uma lágrima no canto do olho, em fundo a minha mãe dizia: "Vê lá se é desta que essas caixas se arrumam de uma vez por todas!"... tinha saudades, confesso!


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